Segunda-feira, 25 de Outubro de 2004

(In)docentes

Não acham que seria justificável um ranking de professores ou, em alternativa, uma espécie de exame de aptidão antes de atirarem com os professores aos nossos filhos? Já agora: estes senhores e senhoras terão obtido as suas licenciaturas numa universidade portuguesa?
Exemplos:
«“sobretudo no Mundo, mas também na Europa” [em vez de “na Europa, mas sobretudo no resto do Mundo”], professora de História
“ou isoladamente, ou individualmente”[em vez de “ou isoladamente, ou em conjunto”], professora de Português A
“este número quatro chamaria-se Rita” [em vez de “chamar-se-ia”], professora de Informática
“um desajuste visual mais grande” [em vez de “maior”], Professora de Português A (!!!)
“esse novo ideal poderia então viçar” [em vez de “vicejar”], professora de Português A
“um caminhão cheio de terra” [em vez de “camião”], professora de Português A(com um acesso de brasileirice?)
“ceptcismo”[em vez de “cepticismo”], professora de Português A (que confrontada com a observação de um aluno sobre a falta do “i” alegou que é mesmo assim que se escreve!!! – pena que o Aurélio e o Houaiss não concordem…)
“enfim, há-des crescer” [em vez de “hás-de”], professora de Filosofia (um clássico!)
“consideramos nós superiores aos outros”[em vez de “consideramo-nos”], professor de Sociologia
“com sentido perjorativo”[em vez de “pejorativo”], professora de Filosofia»
Não divulgo a origem, mas convido a autora a, se entender correr esse risco, incluí-la nos comentários. Trata-se de uma aluna do secundário e, normalmente, a denúncia da professoral ignorância arrasta vinganças.
publicado por bartsky às 14:39
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9 comentários:
De Anónimo a 1 de Novembro de 2004 às 21:57
Mais uma para adicionar!! Um professor meu (ensino superior) escreveu NUMA SEBENTA "entretimento" em vez de "entretenimento"... Mas já cheguei a conclusão que o sr gosta mesmo de inventar palavras... (ou então é ignorância mesmo...)
Um grande problema do ensino é que cada vez o tornam mais fácil, cada vez se dá menos matéria e se avança menos (em termos de complexidade) na matéria em mais tempo! Qualquer dia andam as criancinhas na 1ª classe um ano inteiro a dar a teoria e a prática de somar 1+1!...
Os srs que mandam aqui nisto devem achar que a população está a "emburrecer"!! No entanto, se não é isso que acham, deve então ser esse o seu objectivo, uma vez que estão a tornar as pessoas burras. Toda a gente sabe que se não se puxar pela cabeça começa-se a ficar c o cérebro enferrujado... aquilo é tipo 1 musculo!!!:P E convem lembrar que alguns dos que estão a ser formados hoje vão dar formação amanhã!... É +- tipo ciclo vicioso, mas um ciclo vicioso a degenerar!!!....aifosasumana
(http://www.nãotenho.com)
(mailto:ohQsecaOraioDOsapo@siteEstupido.com)


De Anónimo a 29 de Outubro de 2004 às 11:19
Até que enfim, tenho um provedor linguístico. Viva o luxo!!!bartsky
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(mailto:bartsky@sapo.pt)


De Anónimo a 28 de Outubro de 2004 às 22:50
Se quisermos ser correctos no uso da língua portuguesa, a expressão "a gente conversa" não é uma forma apropriada de escrever. Os pronomes pessoais que existem são: eu, tu, ele ou ela, nós, vós eles ou elas. Com eles conjugamos os verbos. Não existe um "gente" nessses pronomes. Também podemos utilizar antes dos verbos outras palavras, como artigos (ou pronomes indefinidos): Ex - "Alguns conversam". Mas também aqui não existe nenhum artigo ou pronome "gente". Finalmente, podemos ainda utilizar nomes próprios ou comuns antes dos verbos. Ex: "O Paulo conversa"; "Os professores conversam". Só que, também aqui "gente" não se enquadra. O mais parecido seria "O agente conversa" (mas aí o agente é o tal... da polícia...).
Assim sendo, ao usarmos a expressão "a gente conversa" estamos a usar uma expressão indevida. E não é pelo facto de a ouvirmos muitas vezes que ela passa a ser correcta.António Lopes
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(mailto:ant.lopes@netcabo.pt)


De Anónimo a 28 de Outubro de 2004 às 10:23
Então, Sr. Lopes, não existem as duas formas? Ex: "o agente da autoridade" e "a gente conversa". Agora é que não sei quem é que meteu o pé na argola!jf
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(mailto:jf_283@hotmail.com)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2004 às 19:35
Só uma adenda ao que escrevi... onde se lê "pois trata-se do orçamento do estado português", deve ler-se "do Estado português".
Já agora, no artigo "Más línguas" não me parece muito correcta a frase "leiam este excerto que a gente já conversa". A gente??? Como dizia um antigo (e bom) professor meu, "A...gente, só se for da polícia".
Afinal, se criticamos os erros dos outros de forma tão generalizada, convém ter algum cuidado com o que escrevemos (com o que "nós" escrevemos, não com o que "a gente" escreve...).António Lopes
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(mailto:ant.lopes@netcabo.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2004 às 19:27
É verdade que há maus professores e bons professores, e que os professores actuais são o fruto do ensino que temos (de muito má qualidade, sobretudo devido à acção dos sucessivos governos que por este burgo têm passado nos últimos anos). Mas a generalização do artigo é, no mínimo, abusiva. Faz pensar que todos os professores são burros e vingativos. O que não é verdade. Todos cometem erros, mesmo o autor deste blog. Por exemplo, no seu artigo "O Abismo", faz referência ao "orçamento de estado". deveria escrever estado com maiúscula, pois trata-se do orçamento do estado português.
Ah... só dizer que sou professor. E que me custa muito ver os erros do alguns dos meus colegas. Mas isso não me impede de observar o quanto se esforçam muitos professores para lutar contra a mediocridade que de cima nos querem impor.António Lopes
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(mailto:ant.lopes@netcabo.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2004 às 09:02
Acho que deve dizer-se Ranking, pois vem de Rank, do inglês, muito utilizado em marketing, embora possa vir a "aportuguesar-se"...
mas, perjorativo, até procurei e num dicionário que encontrei ...pretendia dizer pejorativo? Uma questão de RRRR.
Exemplo o ministrrrro Morrrais Sarrremento carrrega muito nos errrrres, é um exagerrrrado!
rrrranking da burrrrice...neste caso, o ministro tem problema de dicção!hammer
(http://hammer.blogdrive.com)
(mailto:hammer.poing@blogdrive.com)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2004 às 19:50
Concordo com o ranking,ou deverei dizer ranquingue??? Confesso que ainda não comprei os novos dicionários, ainda não consegui processar todas as palavras do antigo...
Se 80% das nossas professoras e professores, do básico ao universitário são fruto das mesmas tropelias que os alunos de hoje sofrem, não admira que sejam aos milhares estas anedotas...
Mas bartsky, um ranquingue baseado em critérios para avaliar os professores é fácil e pacífico de estabelecer... infelizmente restam as pessoas que avaliam...teikdbra
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(mailto:teikdbra@hotmail.com)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2004 às 19:25
pois isto até nem seria tão mau se o problema fosse só os professores! há muita coisa que deveria ser resolvida o mais depressa possível no ensino português! já agora e desculpem a pub http://beaver.blogs.sapo.pt/ sintam-se à vontade de apagar este comentário se entenderem que é o melhor.:|
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(mailto:ola@hot.com)


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