Sábado, 25 de Setembro de 2004

Em memória de uma criança assassinada

Saeed al Shamsi.jpg 
Photo by Saeed al Shamsi
Hoje apetecia-me estar neste oásis, sem Expresso, televisões e blogs.
Apetecia-me a tranquilidade e o ruído natural, longe do pior dos bichos: o homem.
A fotografia é de um árabe, talvez também não lhe apeteça sair dali.

publicado por bartsky às 12:58
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2004

Interrogações

Valentin Henriquez.JPG
 Valentin Henriquez


AVISO: Quem achar que fica cansado ao lêr mais de duas linhas, é favor exercitar o neurónio num dos blogs eruditos que estão no top.



  1. Será que a porta de saída começa a ser, como no passado, a ambição dos portugueses? 

  2. O governo está a contar com qualquer receita extraordinária para, antes das eleições, promover aumentos das pensões e função pública, contornando o descontentamento geral?

  3. Até quando vai Santana Lopes suportar o excesso de protagonismo do P.P.? Até a situação política se tornar insustentável para o PSD e atirar com as culpas para o parceiro de coligação? Ou um mês antes das eleições?

  4. Ainda falta muito para a Celeste Cardona se reformar?

  5. A refinaria da Galp, vai fechar porque teve um acidente ou porque era perigosa? E, em caso afirmativo, desde quando? E como é que descobriram?

  6. Se o acesso à saúde vai ser indexado aos rendimentos familiares, porque é que não se aplica o mesmo princípio aos aumentos das rendas de casa?

  7. Se o aumento das taxas moderadoras na saúde, se prende com a necessidade de auto-financiamento, porque é que não se aplica o mesmo princípio às escolas? Sim, que têm auto-financiamento zero.

  8. Porque é que o PS não inicia uma campanha à Paulo Portas na oposição, berrando aos quatro ventos: nem mais um submarino, enquanto houver crianças que passam fome e não têm dinheiro para comprar os livros escolares.

  9. Se um país se governa como uma casa, como diz Bagão, primeiro ministro em exercício, passaria pela cabeça a alguém, por exemplo, comprar um Ferrari quando tem a família mal alimentada?

  10. Já entenderam que Jorge Sampaio fez um excelente serviço à esquerda, ao nomear um governo de direita que sabia incapaz? Só não foi um bom serviço para a gente.
publicado por bartsky às 21:55
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2004

Celeste Cardona laureada

Relativamente à recente nomeação para o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos,de Celeste Cardona, ex-ministra da Justiça, cargo no qual se manifestou absolutamente incapaz e irrelevante, faço minhas as palavras de Eça de Queiroz num texto datado de Junho de 1871.


 «...quanto mais um homem prova a sua incapacidade, tanto mais apto se torna para governar o seu país! De modo que, se um homem se pudesse apresentar ao Chefe de Estado com os seguintes documentos:
Espírito de tal modo bronco que nunca pôde aprender a somar;
Reprovações sucessivas em todas as matérias de todos os cursos.
O chefe de Estado tomá-lo-ia pela mão, e bradaria, sufocado em júbilo: ... Tu serás, para todo o sempre, Presidente do Conselho!»
E mais adiante, referindo-se à congénere da Assembleia da República de então:
«E assim se passa, defronte de um público enojado e indiferente, esta grande farsa que se chama intriga constitucional. Os lustres estão acesos. Mas o espectador, o país nada tem de comum com o que se representa no palco; não se interessa pelas cenas e a todos acha inúteis e imorais. Só às vezes, no meio do seu tédio, se lembra que para poder ver, teve de pagar no bilheteiro!
Pagou - já dissemos que é a única coisa que faz além de rezar. Paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam, soldados que o não defendem, padres que rezam contra ele. Paga àqueles que o espoliam, e àqueles que são seus parasitas. ... Paga tudo, paga para tudo.
E em recompensa, dão-lhe uma farsa
Recordo que este texto foi escrito em 1871, não é engano, não...

publicado por bartsky às 21:14
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Uma no cravo, duas na ferradura

556536-medium.jpg



NO CRAVO
Santana Lopes disse ontem, discursando na Assembleia das Nações Unidas, que o Iraque não é a sede do terrorismo internacional, deixando implícito que a questão do Iraque nada tem a ver com combate ao terrorismo ou a segurança do ocidente.
É certo que sempre foi dizendo que podiam contar com a gente para ombrear com os mordafocas, onde for preciso.
Nem que, para tanto, tenhamos de andar na penúria devido ao investimento desproporcionado no sector da defesa, digo eu.
Mas que Santana marcou a diferença relativamente aos chefes de governo portugueses, sempre muito prontos a abanarem a cauda de cachorritos ao dono americano, lá isso marcou, e deu uma no cravo, contrariando o discurso de Bush no dia anterior e no mesmo local.
NA FERRADURA
Condecorar Carlucci é um acto ignóbil, que só pode ser entendido como um reforço do sinal de alinhamento à direita - já se cá sabia - do primeiro ministro.
Carlucci defensor dos direitos humanos e da democracia? Onde é que ele estava, e o estado americano que representava, enquanto existiu ditadura em Portugal?
Não consta, nos arquivos, que alguma vez tenha ameaçado avançar com os marines antes de 1974. Ou era uma ditadura, como tantas outras, oportuna?
NA FERRADURA, ATÉ A PARTIR
Paulo Portas disse, em entrevista a uma das televisões, que os investimentos nas forças armadas eram, em parte, justificados pela necessidade de criar condições atraentes para os jovens aderirem ao serviço militar, agora que tinha deixado de ser obrigatório. Que os jovens não iriam aderir com «veículos com quarenta anos e quartéis degradados», sic!!!
Ai coitadinhos, tão queridos e tão esquisitos...
E porque não oferecer um BMW a cada um, mais um livre trânsito para a night, cuecas de seda e uniformes by Armani?
Já agora, um serviço de "visitadoras". O Vargas LLosa até já tem a estrutura no «Pantaleão e as visitadoras», é só consultar.
Oh Paulinho, o menino já compulsou os números do desemprego de jovens em Portugal?

publicado por bartsky às 08:28
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2004

Jogos Olímpicos em Portugal

Um carapau qualquer, do Comité Olímpico de Portugal, divulgou ontem que vai propôr a realização dos jogos olímpicos de 2016 em Portugal.
Ficam já a saber que, se isso acontecer, e um governo qualquer, para ganhar eleições, prometer o Tosão de Ouro e aceitar a proposta, peço asilo político a Espanha e exijo que se coloque nas fronteiras um cartaz a dizer:
Malucos perigosos, entre por sua conta e risco.
Então não bastou o exemplo do prejuízo dos jogos olímpicos na Grécia?

publicado por bartsky às 09:17
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2004

O Outono do nosso descontentamento

rebecca raybon 2.jpg
Photo by Rebecca Raybon

Disfarçado de Verão, eis que chega o Outono.
Quanto a colocação de professores, à falta de melhor, "faz-se à mão".
Sei que isto não é politicamente correcto: até já tenho pena da ministra que, coitada, não deve saber informática para ir corrigir o software.
Quanto à empresa que produziu esta pérola da tecnologia digital... pertence a dois antigos ministros do, adivinhem... PSD. Quem adivinhou tem direito a dois ingressos no Festival de Cinema Gay e Lésbico, que decorre em Lisboa, numa gentileza do Ministério da Defesa.
Sejam felizes e bom Outono.

publicado por bartsky às 23:53
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...

No meu outro blog, um texto sobre educação, carreguem AQUI. que não dói nada.
publicado por bartsky às 08:35
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2004

...

Helio Penteado.jpg 
Photo by Helio Penteado
Portugal não é só Lisboa nem o conforto dos gabinetes.

publicado por bartsky às 23:16
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CONFORMISMO

Andava o pessoal tão entretido com o Big Brother, as telenovelas, a futebolite e a vida das vizinhas, quando de repente nos cai o Bibi na sopa, num país sem notícias incómodas, que isso dos aumentos dos bens essenciais e da perda de qualidade de vida já nem é notícia: a nossa indignação foi mansinha. Valia mais nem termos sabido, que estas coisas que nos chamam à realidade nem deviam ser divulgadas. Ainda se fosse uma bulha entre o Benfica e o Sporting, isso sim, é folclore e tem honras de abertura dos telejornais. Mas a coisa acabou por se compor e ter algum interesse, com figuras públicas a serem, umas denunciadas, outras enxovalhadas e todas imediatamente julgadas na praça pública. A tónica de telenovela tinha sido alcançada.
Estava em Madrid no dia da manifestação contra a guerra no Iraque. Não fazia ideia que iria haver uma manifestação, quando saí do hotel para ir à Casa del Livro. Tentei atravessar as Puertas del Sol, mas era impossível. No dia seguinte, os jornais espanhóis concordavam todos numa participação de mais de um milhão de pessoas.
Não se manifestavam por razões egoísticas, para pedir aumentos ou melhoria da qualidade de vida. Manifestavam-se por algo que se ia passar bem longe, mas que consideravam injusto e infundado. Reféns numa das ruas de acesso, eu e quem me acompanhava, jurávamos que não ia caber mais gente, que a grande praça ia rebentar. Mas não parava, o manancial de manifestantes.
Nós, por cá, nem para o bolsito nos motivamos. Podem pôr o papo-seco a 1 euro, lançar-nos impostos sobre impostos, destruir os poucos benefícios sociais que já tínhamos atingido, gozarem com a nossa inteligência em declarações e entrevistas em tom de conversa para crianças ou idiotas, que a gente não mexe. Ainda não abandonámos o conformismo a que nos habituámos durante a ditadura.


Dois povos tão próximos e tão diferentes…E eles também tiveram ditadura.

publicado por bartsky às 23:10
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Domingo, 19 de Setembro de 2004

Mudo ou não?

Depois de assistir à performance do Paulo Portas na RTP1, depois de tanto sorriso mavioso, tanta boa intençãozinha, tanto obviamente e coiso e tal, estou a pensar em mudar o nome do blog para: Votem nos filhos, porque as putas já lá estão.
É que, há muito tempo não via tamanho paleio de puta.

publicado por bartsky às 22:53
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