Quinta-feira, 30 de Setembro de 2004

...

Assessor de Santana ganha mais do que Presidente da República.

 João PauloVelez, assessor do primeiro-ministro para a área da comunicação, ganha quase o dobro de Pedro Santana Lopes e mais do que o Presidente da República. Segundo a Rádio Renascença, o seu vencimento ronda os dez mil euros. O ordenado base do primeiro-ministro situa-se nos 5173 euros, enquanto o do Presidente é de 6897 euros.(Jornal o Público de 30 de Setembro) 
Qualquer idiota sabe que a função de assessor para a área da comunicação é um lugar de importância vital para o país: tem, por isso, que ser bem pago.
Depois não digam que o nosso governo não dá o exemplo no apertar do cinto...

publicado por bartsky às 15:01
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2004

A causa das desigualdades

Por motivos "técnicos", não consegui reproduzir aqui um quadro que tem origem no Banco de Portugal e que demonstra a causa do abismo social que se tem desenvolvido no nosso país.
Confiram o Quadro II, de fácil interpretação. Permito-me chamar a atenção, em síntese, que em 1974 o peso dos salários no PIB era de 52,5% enquanto o lucro bruto era de 31,9%. Em 1995, no fulgor de Cavaco Silva, o peso dos salários já era de apenas 35% enquanto o dos lucros tinha subido para 39,8%.
Consultar Quadro aqui:
 http://resistir.info/portugal/desigualdades.html#asterisco

publicado por bartsky às 16:40
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Guantanamo

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Segundo o The Guardian, em Outubro vão ser julgados quatro cidadãos britânicos detidos pelos Estados Unidos no Afeganistão.
O jornal escreve ainda que os quatro soldados britânicos vão ser considerados «inimigos» e que vão ter direitos limitados para chamar testemunhas.
Os detidos não vão também poder dispôr da ajuda de um advogado e os rumores podem ser utilizados como provas contra eles. De acordo com o diário, a decisão de julgar os detidos britânicos quebra um acordo anterior entre Washington e Londres para evitar que estes homens compareçam nos tribunais de excepção criados pelos norte-americanos em Guantanamo.
Quinhentas e oitenta e cinco pessoas estão detidas em Guantanamo há dois anos e meio, quase sem qualquer contacto com o exterior e sem advogado, depois de terem sido detidos, em especial no Afeganistão, no âmbito da guerra contra o terrorismo.
Ainda bem que existem países como os Estados Unidos, para poderem promover a paz e os direitos humanos e marcarem a diferença relativamente aos campos de concentração nazis.
Ultrapassa a minha compreensão o motivo pelo qual não deram igual tratamento ao Saddam que, na perspectiva americana, é o grande pai do terrorismo internacional. 

publicado por bartsky às 08:43
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SOLIDÕES

551749-medium.jpg


Não é de política que vos vou falar: é da solidão individual, daquela que se sente por dentro e nem sempre se vê na pele.
Vem isto a propósito de um longo desabafo de um velho amigo que, na escuridão desta noite, no meio de muitos cigarros, me contou as suas estórias de solidões repetidas, de desencontros com as oportunidades, de amores conscientemente impossíveis e previsivelmente provisórios.
Numa linguagem quase poética, falou com a dôr de quem sempre quis amar, de quem tem um oceano de amôr sem praias para banhar.
Considerou a fome do coração a pior das privações, talvez porque nunca tenha sentido outras. Terá razão, porquanto, se pode ser falso que o mundo só existe na medida em que o pensamos, é líquido, para mim, que o mudo só existe na medida em que o sentimos. E ele não falou do que pensa mas do que sente.
No fundo, a sucessão dos seus afectos tem sido uma espécie de crónica de uma morte anunciada, e, agora que mais uma morte já racionalmente prevista se avizinha, sente na pele o que já antevira. Fosse ele um frio calculista e, provavelmente, não teriamos este monólogo a dois.
Dizia o Gabriel Garcia Marques que o fascismo é a pior das solidões. Eu, que até costumo concordar com ele, acho que a maior das solidões é a que se sente por dentro, por mais acompanhado que se esteja. E acabou o meu monologante amigo a confidenciar que, se aparecesse outra paixão impossível, outro amor a prazo, lá estaria para dizer: presente! É mesmo assim, cada um é para o que nasce.
Desculpem-me os meus leitores, mas nem só de política vive o homem. 

publicado por bartsky às 01:27
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

Guerra Civil

Vinte e um mortos, 78 feridos graves e 598 feridos ligeiros é o balanço dos 1.955 acidentes rodoviários registados durante a última semana nas estradas portuguesas, segundo dados provisórios hoje divulgados pela GNR. De acordo com os dados da GNR, desde o início do ano morreram 737 pessoas em 81.044 acidentes, que causaram ainda 2.237 feridos graves e 23.791 feridos ligeiros.
Não seria de pensar em pedir uma força de interposição das Nações Unidas, os célebres capacetes azuis, para vigiar as nossas estradas?

No mesmo período quantas pessoas terão morrido e ficado feridas no Iraque?
A GNR está lá, devia estar cá.

publicado por bartsky às 06:55
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O coro dos Cardeais

portas.JPG 
ALLEGRO MA NON TROPPO
Tanta pompa e circunstância por causa de 13 euros por mês?
Reconheço em absoluto os direitos dos antigos combatentes mas, se é de gratidão que se trata, só vale 13 euros?
É que, para quem está bem, significa coisa nenhuma, para quem está mal, não muda nada. E há muita gente que ainda hoje sofre as sequelas da guerra...
Como de costume, fez-se um arraial em torno de quase nada: grande encenação!
E uma boa parte dos portugueses vai dizer: tão bonzinhos!!!



MOLTO VIVACE
* Com forte impacto mediático, uma criança é assassinada: decide-se rever a lei de protecção de menores.
* Uma refinaria sofre um acidente grave: equaciona-se o seu encerramento.
* O início do ano lectivo atrasa-se um mês: dá-se mais uma semana.
* Bagão critica reformas faraónicas: não foi ministro da tutela?
* Portas faz promessas mal pensadas: vendem-se uns edifícios.

* Dois milhões de portugueses vivem com 283€ por mês: faz-se mais um show?
Isto é: planificação à portuguesa.

publicado por bartsky às 06:41
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

Arriba España

Espanha prevê crescimento de 3% do PIB e défice de 0,5%


O Governo espanhol aprovou hoje a proposta de orçamento do Estado para 2005, elaborado com base numa estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,0 por cento e prevendo um défice de 0,5 por cento nas contas do Estado.
Qualificado pelo ministro da Economia e Finanças, na sua apresentação, como um orçamento que reflecte uma "mudança do modelo económico", inclui uma reivindicação feita pelas socialistas, quando ainda estavam na oposição, ao reintroduzir o desconto da inflação no Imposto sobre O rendimento das Pessoas Fisicas (IRPF, equivalente ao IRS em Portugal).
As despesas nas áreas sociais sobem 9,5 por cento, relativamente a 2003, e representam mais de metade do total [50,2 por cento] dos gastos do Estado, num orçamento baseado no crescimento de 3,0 por cento do PIB, aumento da produtividade por pessoa activa até 0,9 por cento e continuação da redução da taxa de desemprego com a criação de 332 mil empregos.
Além da verba dedicada à área social, deste orçamento cerca de 31,8 por cento será destinado a despesas de carácter geral, 11,7 por cento para serviços públicos básicos, como a justiça, defesa ou segurança dos cidadãos, cerca de 12 por cento a actividades de carácter económico, como investimento em infraestruturas ou investigação e desenvolvimento, e o restante a outras actividades de carácter geral.
Fonte: www.rtp.pt
Não podemos mandar os nossos governantes a um curso intensivo em Espanha? 

publicado por bartsky às 12:33
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Domingo, 26 de Setembro de 2004

TRAFULHAS

Os leitores mais sensíveis que me desculpem, mas isto só vai com linguagem de pedreiro.


A OCDE, acaba de divulgar os dados relativos a produtividade, colocando Portugal em 7º, num conjunto de 18 países, à frente das atrasadas Alemanha e França.
Então e estes grandes cabrões, trafulhas e aldrabões andam para aqui a injectar o pessoal com a falta de produtividade dos portugueses e que é preciso aumentá-la, etc. Eu até gostava que estivessemos em primeiro lugar mas, pelos vistos, o nosso problema não é a falta de produtividade dos trabalhadores.
A falta de produtividade são vocês que a geram, seus ranhosos, ao despedirem cinco mulheres da limpeza a ganharem o salário mínimo, para admitirem três gestores a ganharem cinco mil euros por mês: é esta a estratégia de rentabilização e optimização de recursos do Psd/Pp.
O que vocês querem também eu sei, seus merdosos, querem aumentar os horários de trabalho e banalizar os despedimentos colectivos, em nome de uma falta de produtividade que, afinal, não existe, mas que vai permitir encher os bolsos daqueles que não pagam impostos, têm os filhos nas universidades com bolsas de estudo e se estão a preparar para acederem aos cuidados de saúde gratuitamente, à custa dos meus impostos e de todos aqueles que descontam mensalmente sem sequer lhe verem a côr.
Ponham os olhos na fome que se está a passar no Vale do Ave, seus falsos cristãos, que falam em nome da religião e dos valores só para se servirem deles.
Vocês estão a soldo de quem?
Ainda por cima fazem-nos passar por um bando de calaceiros, ronceiros, etc.
Olhem, seus cabrões, entretenham-se a extinguir os serviços públicos duplicados e triplicados que foram engordando pela necessidade de albergar todos os incapazes e indigentes mentais com filiação partidária ou parentesco político, e vão ver se os sessenta por cento que estão a mamar dos impostos de cada um de nós não chegam a números razoáveis.
E aparecem na televisão com um discurso muito intimista, muito do tipo confidente amigo, estilo conversa familiar depois do jantar: metem tanta vaselina no discurso, que o pessoal nem dá conta que nos estão a sodomizar.
Sabem que mais?
Vão para a mãezinha que vos pariu que, coitadita, só não abortou com medo de ser presa.

publicado por bartsky às 14:23
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O caminho da esperança?

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Socrates será o caminho da esperança, ou todos pensamos que já não há solução?

publicado por bartsky às 09:27
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O futuro 1º Ministro

José Socrates ganhou as eleições internas do PS. Em consequência, será o próximo primeiro ministro.
Duas questões se colocam perante este novo líder da oposição.
A primeira, prende-se com a forte probabilidade de vir a ganhar as próximas eleições com maioria absoluta, o que lhe trará responsabilidades acrescidas, mas, também, uma maior margem de manobra. E, mais uma vez, quando o eleitor votar, vai pretender castigar o actual governo que se tem apresentado como demolidor do pouco que se conseguiu construir nestes últimos trinta anos no campo das prestações sociais, mas, simultaneamente, vai depositar esperança numa nova atitude de eficácia, crescimento e modernização, sem que isto resulte no habitual ataque à qualidade de vida do cidadão.
E é aqui que se coloca a questão de saber até que ponto Socrates conseguirá vencer dois Adamastores tradicionais: a tendência de assalto ao poder na base da partidarite, por um lado, e a inércia da máquina da administração pública, incluindo os interesses instalados, por outro.
O primeiro ministro que conseguir este ideal de uma forma equilibrada, rompendo com a tradicional ineficácia pública, vai ter um lugar de destaque na história nacional.
Socrates tem o apoio interno que perderá rapidamente se não alimentar as ambições de ocupação de lugares públicos. Terá também o apoio social que perderá ao colidir com o status instalado.
Resta-lhe criar um governo coeso, competente e corajoso, constituido fora dos limites apertados da retribuição de apoios. A própria máquina do PS precisa ser renovada, saindo do tradicional baralhar e voltar a dar.
A segunda questão prende-se com a esperança do eleitorado que, estou em crer, querendo castigar o actual governo, vai votar em maior número que o habitual, e que espera que seja desta vez que surja o "salvador da pátria". Não alguém que faça nascer dinheiro nas árvores mas alguém que demonstre a capacidade de enfrentar os problemas e, por uma vez, se preocupe efectivamente com os portugueses e não com a implantação de uma ideologia qualquer, da qual as vítimas são sempre as mesmas.
Para isto tudo, é preciso muito trabalho, mas, sobretudo, muita coragem e tenacidade. Como ministro já demonstrou estas características. Será que vai ter apoio?

publicado por bartsky às 09:07
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