Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004

Coimbra maltratada

Coimbra.jpg


Pois é, vivo em Coimbra e há uns tempos que ando para aqui deixar algumas lamúrias.


 Lamúria 1: a gestão camarária desta cidade é a imagem reflectida da gestão nacional. Os problemas eternizam-se, as soluções são feitas em cima do joelho, faz-se e desfaz-se, e nós pagamos.


 Lamúria 2: Coimbra está a morrer. Basta darmos uma volta pelas cidades e vilas da região centro, para constatarmos que as outras terras funcionam com motores de 16 válvulas, turbo, HDI, etc. enquanto a nossa terrinha funciona com um motor cheio de tabaco e soluçante. Todos os dias morremos um bocadinho por falta de iniciativa e ambição.


 Lamúria 3: Coimbra é dos munícipes ou dos empreiteiros?


 Querem exemplos?


1. Quem foi a besta que colocou semáforos na rotunda da estrada da Beira, junto à Makro? Que eu saiba, funcionaram durante duas horas e tiveram de ser desligados. Agora, com a nova variante são perfeitamente inúteis.


 2. Onde estavam os funcionários camarários quando durante semanas, antes do Euro, obrigaram os automobilistas a passar numa picada africana ao fundo da Av. Elísio de Moura? Respeito por quem paga? Ou por quem paga mais e sem impostos?


 3. Quem projectou os brilhantes circuitos da Casa do Sal. Será que costuma por lá transitar em hora de ponta?


Um destes dias desanco mais um bocadito. Que estes tipos estão a precisar.

publicado por bartsky às 12:13
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Jobs for the boys...

Está tudo bêbado?
Então desde quando é que nomeações macacas para cargos políticos são notícia?
O governo de Durão Barroso fez 38 nomeações em 20 dias, depois de ter comunicado que se ia embora.
E então?
Será porque alguns dos nomeados só acabavam a comissão de serviço em 2005 que o pessoal se está a espantar?
Ou será por algumas terem sido feitas depois de o Durão ter já apresentado a demissão ao PR?

Então não se sabe que estes rapazitos emproados se assumem como donos aqui do nacional quintal?
Não se sabe que eles estão lá para SE servirem e não para servirem?
Será que estamos a ficar ingénuos?

Fechem lá a boca e vamos a trabalhar, porque se estamos à espera que eles façam alguma coisa disto, estamos f...... e mal pagos.

VIVA A COERÊNCIA FUNCIONAL DAS PUTAS ( cobram, mas cumprem )

http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF153023
publicado por bartsky às 11:51
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004

O estado do Ensino

Os resultados do 12º ano ( ou a falta deles ) surgem de novo como uma má notícia no nosso país.
E vão ser notícia durante dois ou três dias. Só não vão surgir debates nas televisões porque está tudo de férias, a ganhar fôlego para mais umas quantas conversas da treta.
E o conjunto dos responsáveis não enfrenta o problema com seriedade. Não se fazem as alterações necessárias para a inversão do processo.
E a atitude deste governo é prometedora, ao comentar que os resultados não fogem ao que é habitual. Embora sejam um pouquinho piores.
Portanto, é perfeitamente normal, como diria o Artur Jorge perante mais uma derrota.
E o problema do ensino nacional não resulta apenas de um factor.
Começando nos professores desmotivados, nos programas em constante alteração, nas reformas ao sabor de ventos partidários.
Mas passando também por pais abstencionistas, mais preocupados com as diatribes do futebol ou os episódios das incontáveis telenovelas, que acham que deve ser a escola a educar os filhos, sendo que esta acha que devem ser os pais. E ninguém os educa...

Não existe um acordo parlamentar sobre a educação, nem se vislumbra que os partidos abandonem por um momento as guerrilhas partidárias para, como se fossem um grupo de trabalho, definirem uma actuação a longo prazo, capaz de produzir um ensino de qualidade a todos os níveis.

Na prática, todos os partidos me metem nojo: por detrás das declarações de intenção e das críticas retoricamente bem fundamentadas, vêem o parlamento como uma arena, na qual é imprescindível ganhar em argumentos, ainda que estes sejam completamente disparatados.

A maioria destes senhoritos, conseguiu recuperar e prestigiar a figura de Salazar: este, era um bandido, mas pelo menos era sério e trabalhava. Coisa que estes coiros não são nem fazem. A Salazar podemos criticar a ideologia e as opções, não a falta de coerência.

Quando se fizer a história destes trinta anos de democracia, por certo irá sobressair o tempo perdido, desbaratado em discussões vãs.

E os nossos jovens vão continuar a ser ensinados por muitos professores de Português que não gostam de ler e dão erros ortográficos, por professores de Matemática que cometem erros de palmatória na matéria que ensinam, por professores de História que a consideram como uma sucessão de factos perfeitamente desligados uns dos outros, se não mesmo fruto do acaso e do imponderável.

Há professores bons? Há pois. Mas a média é rasteirita.
Era entrar numa sala de professores nos tempos do Big Brother e constatar que o tema das conversas se ficava entusiasmadamente por aí.
Para prova de nível, não é preciso mais.

Mas também, com o exemplo que vem de cima, com o nível a que chegaram os debates parlamentares, o que é que se pode esperar?
publicado por bartsky às 11:41
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2004

PLANO ENERGÉTICO?

Do mesmo modo que todos os anos acordamos para a repetição dos incêndios e ficamos muito consternados por nada se ter feito desde o Verão anterior, um dia destes vamos acordar para outra triste realidade e verificaremos que nada se fez.
Refiro-me à ausência de uma política nacional de energia.
De facto não existe, nunca existiu.
Desde 1974 apenas Carlos Pimenta e José Socrates tiveram a percepção da gravidade da situação e tentaram dar alguns passos nesse sentido.
Mas, mesmo isso, é muito pouco. Não passa de um conjunto de actuações correctas, mas pontuais.
Uma política de energia, verdadeiramente digna desse nome, não existe.
As consequências já se fazem sentir, mais flagrantemente, ao nível da poluição.
Mas irão agravar-se.
E Portugal continua à mercê das oscilações do preço internacional do petróleo, nada fazendo para diminuir essa dependência.
Os incentivos à utilização de energias alternativas são nulos ou meramente simbólicos.
A água, como recurso tendencialmente escasso, vai sendo transferida para a iniciativa privada, ligada a grandes multinacionais, com os resultados que se têm visto um pouco por todo o lado, esquecendo-se o seu valor social.
http://www.guardian.co.uk/worldsummit2002/earth/story/0,12342,777661,00.html
http://www.rnw.nl/hotspots/html/wat030316.html
E, quando um dia colectivamente acordarmos para a questão, talvez já seja demasiado tarde, talvez alguns problemas já não tenham solução.
Entretanto, os políticos e e responsáveis da administração pública ligados a este sector, vão ganhando os seus ordenados pagos por nós, sem se preocuparem em cumprir.
A uns e outros, aqui fica a minha recomendação:TRABALHEM, que é para isso que vos pagamos.
publicado por bartsky às 12:39
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